O espaço de Salão de jogos de Mesa, reservado para atividades de tabuleiro, cartas e afins, mostra um festival com o olhar no que está por vir, mas sem esquecer do princípio.
O Salão de jogos de mesa, espaço reservado para as atividades de tabuleiro do Gamepólitan, tem sido uma das áreas mais movimentadas do evento. O que a princípio pode parecer uma contradição, especialmente quando se coloca em perspectiva o maior evento de tecnologia da Bahia, mostra na prática como as conexões reais podem se dar das mais diferentes formas e como elas normalmente começam: com um jogo de cartas ou um dominó nas mãos.
Leandro Fiori, coordenador do espaço, explica que o projeto foi concebido com uma variedade que engloba desde jogos mais tradicionais, até opções que são mais modernas, seja no formato, seja na linguagem.

"A gente está com mais ou menos uns 40 jogos, que estão abertos para o público em geral, com mais dois espaços de jogos, de lojas que estão trazendo o material deles também para ser emprestado para o público, mostrando como eles funcionam, educando. Nós temos jogos desde a parte mais básica, clássicos como xadrez, dama e dominó, até jogos mais famosos, modernos, como Catan, Codinomes, Histórias Negras e coisas assim".
E quando um evento como o Gamepólitan abre espaço para esse tipo de atração, termina por estabelecer, automaticamente, não apenas o estímulo para pessoas que têm apreço por essa interação mais direta, como também demonstra, na prática, uma consciência crítica sobre a necessidade de estar mais presente na vida real, como aponta o game designer Thiago Sena, do Not Today, Honey!, um jogo de cartas drag queen.

"Eu acho fundamental e inevitável, porque hoje a gente está muito conectado. Não só com a tecnologia dos jogos, mas de uma forma geral, com as redes sociais, e as pessoas têm sentido essa necessidade de desconectar um pouco, e eu acho que é nesse momento que os board games, os jogos de mesa, eles entram como a hora que você desconecta, que você perde a nação do tempo, interage com seus amigos, se diverte e cria boas memórias".
No festival, ele apresentou ao público a sua criação que, para além de tudo, foi protótipo do seu mestrado de game design. Thiago conta que se impôs um desafio ao longo do processo, seja como produtor, seja como estudante ou entusiasta desse ecossistema, que foi o de focar em algo mais próximo da mesa e mais distante das redes digitais.

"Eu queria que a gente saísse um pouco dessa conexão direta, que é essencial hoje em dia, para que voltássemos a ter o momento da gente com os nossos amigos, familiares, para a gente ter essa memória da cultura".
Para ele, os jogos de tabuleiro têm papel fundamental, inclusive para as opções mais tecnológicas, pois demandam a existência de uma ideia consistente e bem desenvolida, além da originalidade e diversão que, claro, não podem faltar.
"Eu costumo dizer que os jogos de mesa são um berço de inspiração para quem quer ir para o digital em termos de desenvolvimento, porque você tem as principais ideias, você tem, digamos, o néctar para poder beber e a partir daí você consegue desenvolver coisas mais tecnológicas em cima disso".

E Leandro lembra que o espaço funcionará normalmente nesse domingo, sempre a partir das 10h. "Eu estou super contente, pois o local está rodando super bem, trabalhando com integração, acessibilidade e com todas as idades".
E você, está a fim de curtir um joguinho de cartas ou conhecer as novidades que o Gamepólitan oferece? Ainda dá tempo de garantir o seu ingresso e vir para o Parque de Exposições. Fique de olho em nossas redes sociais para não perder nada!








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