Ao discutir a acessibilidade nos jogos, o festival coloca no centro do debate uma questão que já tem pautado a indústria dos games por seu caráter inclusivo.
A acessibilidade nos jogos é um tema recorrente entre produtores, indústria, e atores que compõem o ecossistema de games ao redor do mundo. A união e conexão estabelecidas por eles esbarram em limitações que têm sido cada vez mais alvo de debates e estudos focados na inclusão das pessoas com deficiência. Com o Gamepólitan isso não seria diferente. O festival preparou uma série de ações que trazem a pauta para o centro do debate.
Uma das mais importantes delas é a palestra “Acessibilidade para pessoas com deficiência em videogames”, que será comandada por Christian Bernauer. Formado em ciência da computação, ele é o líder da AbleGamers Brasil, organização sem fins lucrativos que tem como foco central promover a inclusão social de pessoas com deficiência por meio do videogame.

Ao longo do encontro, serão apresentados os principais conceitos de acessibilidade neste campo, exemplos de recursos presentes nos jogos modernos, o funcionamento de controles adaptados e tecnologias assistivas, além de boas práticas para desenvolvedores que desejam criar experiências mais inclusivas desde o início do desenvolvimento.
Além disso, o jogo independente Crisálida estará disponível no evento. Desenvolvido com foco em inclusão e acessibilidade, o título terá desconto especial de 20% no Steam durante o período do Gamepólitan, com parte da receita das vendas revertida para apoiar as iniciativas da AbleGamers Brasil.

“Os jogos digitais têm um enorme potencial para conectar pessoas e reduzir barreiras sociais. Estar presente nesses eventos nos permite aproximar mais pessoas do tema da acessibilidade e mostrar, na prática, que inclusão e entretenimento devem caminhar juntos”, aponta Christian.
O Gamepólitan terá mais dois painéis para pensar alternativas viáveis para o tema. Um deles é o “Acessibilidade nos jogos digitais”. Aqui, a conversa será liderada por Luiz Cláudio Machado, professor do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia e que possui formação pedagógica no transtorno do espectro autista e em educação especial e inclusiva.
Já em “Jogos para Quem: Acessibilidade como Design”, o bate-papo terá como condutora Lobba Mattos que é, entre outras coisas, empreendedora, desenvolvedora de jogos e presidenta da Associação de Desenvolvedores de Jogos do Estado da Bahia, a BIND.
Outro destaque é a presença de um espaço onde será disponibilizado o áudio game “Breu”, jogo eletrônico que foi desenvolvido pela Team Zeroth e pelo Studio Vaz sem recursos visuais e no qual as inserções sonoras assumem o protagonismo.

"Breu" conta a história de Marco, um jovem que perde a visão e sai em busca de seu avô desaparecido. Ele mora em uma cidade do interior, onde vários boatos explicam o desaparecimento de algumas pessoas na comunidade. Dentro deste contexto, o jovem decide buscar respostas para esse mistério.
O festival oferece, ainda, espaços físicos preparados para receber as pessoas com deficiência, com disponibilização de jogos específicos, além do atendimento da empresa DART no espaço de jogos de mesa, uma das atrações do evento.
Está claro que quando o Gamepólitan fala de inclusão, não é da boca para fora. E você, o que está esperando para se juntar ao festival? Para não perder nada do que está rolando, acompanhe também as nossas redes sociais.








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