A série “Feito na Bahia” mostra que criatividade, visão empreendedora e identidade regional fazem da Bragi Estúdios um dos destaques no ramo de produção de jogos eletrônicos no estado.
A série “Feito na Bahia” vai mostrar produtores locais conectados ao universo dos jogos eletrônicos que, com raízes na nossa terra, fazem do mundo dos games um lugar um pouco mais nosso.
“A necessidade é a mãe da invenção”. Essa frase popular, normalmente atribuída ao filósofo grego Platão, na verdade, tem autor desconhecido, mas representa um dos pilares de funcionamento do mundo dos jogos eletrônicos na Bahia.
Apesar dos avanços no setor, especialmente nos últimos anos, muito do que se faz por aqui, e olhe que se faz muita coisa, é com base na criatividade, inventividade e capacidade de adaptação.
E para provar isso, estamos estreando a série “Feito na Bahia”, que terá como destaque desenvolvedores de jogos eletrônicos locais e seus projetos. Vem com a gente conhecer!
Um exemplo dessa capacidade inventiva é a Bragi Estúdios. A empresa nasce em 2018, mas passa a se estruturar de forma mais profissional em 2022. Atualmente, conta com uma equipe de oito pessoas, atuando em diferentes áreas do desenvolvimento de jogos: programação, game design, direção criativa, ilustração, design e comunicação.
Neste período, eles participaram de mais de 40 experiências gamificadas, incluindo jogos educacionais, independentes e projetos interativos.
“Entre os principais, eu destacaria o ‘Orbits Conqueror’, jogo mobile que foi publicado pela Magalu Games, ‘Colorful Ghost’, um quebra-cabeça com fantasmas coloridos, ‘MOOH’, um plataforma 2D 360º sobre uma vaca que foi abduzida por alienígenas e tem demo disponível na Steam (plataforma digital de distribuição de jogos) e ‘Um Gato no Cangaço’, que é o projeto atual e mais ambicioso do estúdio até agora, muito ligado à cultura nordestina”, explica Eduarda Bango, sócia da Bragi.
Confira aqui um vídeo do jogo.
Sobre “Um Gato no Cangaço”, ela define como um jogo de ação 2D que combina combate automático com construção de baralho, ambientado em uma versão estilizada e fantasiosa do sertão brasileiro.

Os jogadores alternam entre a forma de um gato e a de um humano, construindo dois conjuntos de habilidades interconectados através do Sistema de Bênçãos e Fardos, onde cada melhoria traz uma desvantagem que impacta a outra forma.
"Feito na Bahia": projeto Um gato no Cangaço será apresentado ao público no Gamepólitan

O projeto será apresentado no Gamepólitan, maior festival de jogos e cultura lúdica da Bahia, que acontece de 31 de julho a 02 de agosto, no Parque de Exposições Agropecuárias, em Salvador.
“Estaremos lá com stand próprio, apresentando ‘Um Gato no Cangaço’ para o público testar, além de alguns produtos relacionados ao jogo. Também vamos participar da área business e de palestras durante o evento”, explica Eduarda.
Para ela, eventos como esse têm papel central neste processo de construção regional, conectando personagens e aproximando quem cria, quem consome e potenciais financiadores.
“Oportunidades como essa ajudam a fortalecer o ecossistema local de desenvolvimento de jogos, aproximam profissionais, criam oportunidades de networking e negócios, aproximam os desenvolvedores do público final, além de mostrar que a Bahia possui estúdios produzindo projetos com identidade própria e potencial competitivo”.
Na próxima matéria da série "Feito na Bahia", vamos falar sobre como a criatividade e desejo de expansão impulsionaram os nascimentos da Vish, que surge em 2022, e da Alumeia Games Studio, mais recente, que mantém as suas atividades desde 2025. Estes são exemplos de duas empresas que possuem sócios em comum, cabeças pensantes que trabalham para potencializar o mercado dos jogos eletrônicos na Bahia.
Para saber o que é feito por aqui e tudo o que envolve o mundos dos jogos eletrônicos e o Gamepólitan, maior festival de cultura lúdica e digital da Bahia, acompanhe as nossas redes sociais.








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