Iniciativa da 42 Cultural, o GP-Mini nas escolas oferece estações de jogos e oficinas pedagógicas para estudantes e professores, permitindo que jovens vivenciem as possibilidades de um dos setores que mais cresce no mundo.
O Gamepólitan, maior festival de jogos e cultura lúdica e digital da Bahia, iniciou em junho o GP-Mini nas escolas, projeto que tem como objetivo integrar o ecossistema educacional do nosso estado com ferramentas e vivências tecnológicas que potencializem o nível de aprendizado e as experiências que esse universo pode trazer.
Iniciativa da 42 Cultural, a primeira etapa dessa ação aconteceu no Colégio Estadual Professor Rômulo Almeida, em Salvador, no bairro do Imbuí e impactou, aproximadamente, 1.500 alunos que estudam na instituição.
Durante os turnos matutino e vespertino, a quadra da unidade recebeu estações de jogos eletrônicos, além de competições e oficinas pedagógicas gamificadas. A proposta permite que os jovens vivenciem as possibilidades de um dos setores que mais cresce no mundo, estimulando o protagonismo juvenil por meio da tecnologia.
"Tivemos variedade de jogos e não só de videogames, mas de tabuleiro e o que chamou a minha atenção foram os jogos de dança. Eu me conectei porque eu gosto muito de dançar. É algo que eu faço desde pequeno", disse o estudante Ítalo Silva.
GP-Mini nas escolas: professores também são impactados pelo processo

Além das atividades com os alunos, o GP-Mini nas escolas teve um momento dedicado ao corpo docente. Silvani Neri, CEO da LAB108, game designer e formadora de educadores, foi a responsável pela ação específica com os professores.
"Abordamos importantes e potentes técnicas de ludicidade no campo da educação, com objetivo de potencializar as capacidades dos profissionais e expandir sua percepção do tema em sala de aula”, contextualizou.
Para ela, o GP-Mini nas escolas tem como foco central discutir a integração de ferramentas digitais e dinâmicas de jogos no plano de ensino.
“O objetivo é aproximar o estudante e o educador das tecnologias de ponta, mostrando que o game não é apenas entretenimento, mas um caminho para o aprendizado e para novas oportunidades profissionais" destaca Silvani, que também faz parte da comissão organizadora do Gamepólitan.
E os profissionais são prova viva não só do sucesso do evento, como da importância desse tipo de iniciativa. Para a profissional Laíse Lima, técnica do AEE, "o jogo como uma metodologia, uma tecnologia ativa, trouxe para os professores do Rômulo Almeida um despertar para a autonomia do indivíduo em sala de aula".

Autonomia que pode ser potencializada, inclusive, tendo como alvo aqueles que já lidam com desafios diários. Para o professor Felipe, intérprete de libras, as tecnologias e o universo dos games podem ajudar a abrir novas perspectivas para pessoas surdas e projetos como o GP-Mini nas escolas ajudam a pavimentar alternativas.
"Acho que eu só consigo respeitar aquilo que eu conheço, então a emissão cultural, que foi a proposta que eu trouxe, tem como objetivo ajudar as pessoas surdas a entenderem um pouco mais dessa comunidade, dessa representatividade. E na verdade, não somente isso, mas fazer também com que eles possam conhecer o mundo com outros olhos".
E é claro, esses benefícios podem ser ampliados para o coletivo que atua ou é impactado pelo universo da educação, em uma fusão que une tecnologia, aprendizado e, porque não, diversão e entretenimento, como pontua o professor Vivas, de Física

"Eu acho que é muito bacana integrar a diversão digital com o aprendizado. Aqui a gente teve jogos, canetas 3D, várias ferramentas que podem fazer com que o aluno se divirta enquanto está aprendendo. Acho que essa é uma das vantagens do Gamepólitan e que bom que o projeto veio para a nossa escola".
Vale lembrar que várias ações semelhantes poderão ser vistas no Gamepólitan, evento que acontecerá de 31 de julho a 02 de agosto, no Parque de Exposições Agropecuárias de Salvador. Para não perder nenhum detalhe, fique ligado em nossas redes sociais.
O Gamepólitan Mini é realizado por meio da Lei Nacional de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), com patrocínio da Petrobras, realização 42 Cultural, Ministério da Cultura e Governo do Brasil, ao lado do Povo Brasileiro.








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