O Espaço Game Jam do Gamepólitan permitiu aos criadores de jogos a oportunidade de trabalhar em seus projetos em tempo real, durante o evento.
O Espaço Game Jam do Gamepólitan, que reuniu criadores de jogos no Parque de Exposições de Salvador durante o último final de semana, é mais uma prova da aposta do festival na capacidade local e no potencial que os produtores baianos têm.
Nesta área do evento, equipes se reuniram para criar protótipos de jogos em um curto período de tempo, combinando arte, programação, design, narrativa e áudio, em um processo intenso e colaborativo.
Para a produtora de eventos Jeanine Adler, responsável pelo espaço no festival, existe um grande desafio de implementar uma Game Jam em um evento do tamanho do Gamepólitan, especialmente porque é preciso adaptar o tempo e rotina das equipes em um horário específico, combinando a disponibilidade dos participantes e as diversas atrações disponíveis.
Ainda assim, ela aponta o sucesso do projeto e considera que, pelo menos, três times que participaram do processo têm, em mãos, ideias que podem ser consideradas comercialmente viáveis.

“Eu diria que o primeiro deles já está pronto, está impresso. Eles fizeram um jogo analógico e apresentaram ele todo montado. Ficaram até às 3h da manhã terminando ele. O outro é educativo e, por ser educativo e por ser uma habilidade simples, ele já está quase pronto e também tem uma certa habilidade pelo viés informativo que ele traz. O terceiro parece ser muito divertido. É um jogo mais de ação e aventura, então a equipe parece ter feito um projeto bom o bastante para lançar”.
Mas quais são os critérios que tornam um projeto, como esses que nasceram no Espaço Game Jam do Gamepólitan, viável? Para Jeanine não existe uma resposta fechada ou definitiva, mas acredita que a expertise da equipe, somada à apresentação conceitual dos jogos, são pontos fundamentais.
“O primeiro fala sobre barreiras de comunicação e acessibilidade. Então é um jogo educativo e eles sempre têm demanda, porque sempre as pessoas estão precisando ser educadas, precisando aprender conhecimentos que parecem óbvios, mas não estão difundidos”.
O segundo projeto está focado na teoria da espiral do tempo e, embora parece ter um conceito mais filosófico, Jeanine acredita que ele ataca questões práticas e tem o facilitador de ser apresentado através de um jogo de cartas.

“É uma variação entre não ver o tempo como uma linha, e sim como uma espiral, onde o passado, o presente e o futuro estão correlacionados. Eu sou uma pessoa hoje por causa de coisas que eu fiz no passado, então o passado está aqui comigo e o meu futuro vai ser influenciado pelo que eu estou fazendo hoje. É uma ideia massa e está muito bem apresentada e concisa”.
Por fim, o terceiro projeto, segundo ela, chama a atenção pela ludicidade, elementos sonoros e capacidade de entretenimento. “É um jogo que parece divertido, além de apresentar jogos musicais diferentes e uma boa possibilidade de argumentação”.
O Espaço Game Jam do Gamepólitan foi uma das atrações da GP-DEV, uma das quatro áreas que compôs o evento e permitiu o encontro entre mercado e criação, em um espaço dedicado a quem quis ir além e entender como o universo do entretenimento digital é construído.

A retomada do festival, como pôde ser visto, trouxe não só memórias, experiências e conexões, mas resultados efetivos, que puderam ser vistos na prática. A expectativa é que o processo cresça ainda mais no ano que vem e você, que curte jogos e tecnologia e não quer ficar de fora do que vem por aí, acompanhe tudo o que a gente está fazendo e fique de olho em nossas redes sociais.








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